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Solidão com vista pro mar.

04/08/2011 .

A poética letra da música de Alvin L, intitulada: Eu não sei dançar na bela voz de Marina Lima, remete a uma sensação de um amor solitário!
Porque muitas vezes nosso ritmo é mais acelerado e inquieto.
E temos uma ansiedade louca em busca de paixões impossíveis, ou melhor, incompatíveis!
Prefiro acreditar nas incompatibilidades, que nas impossibilidades!
“E Tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar..."
“Eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar...”
Questiono: O que seria dançar devagar?
Rotina, apatia ou apenas um tipo de comportamento de pessoas normais.
Aquelas que não ousam, ou temem se arriscarem a viver as grandes paixões...
Pois isso poderia significar saírem do eixo estabelecido pelo equilíbrio em que se apoiam.
E estas “grandes paixões” podem ser atribuídas aos amores, às coisas, aos sonhos. Ou até uma conquista pelo amor próprio!
Acredito que deixar passar a vida, e nunca se arriscar as novas possibilidades de experimentar alguma mudança, é um grande marasmo!
Assim, muitos acabam presos em seus próprios conceitos.
E esta é a grande solidão com vista pro mar.
Mas esta é apenas a minha opinião diante deste tema.
Convido  você a se expressar aqui.
Sua opinião ou crítica faz toda a diferença!
By Arte e Café
Por: Alba Simões

22 Comentários:

Van disse...

cada pessoa tem o seu ritmo. A arte de se relacionar é basicamente saber dançar com o outro sem tirá-lo de seu ritmo e sem perder o seu próprio.

Beijos, Alba!

Beth Muniz disse...

Que bela combinação de letra, melodia e voz!
Minha querida,
A solidão com vista pro mar, é a mais bela modalidade desse sentimento que se pode viver. Porque simplesmente significa encontrar a paz na imensidão do oceano que se perde no horizonte, e permanecer mais que vivo. Amo o mar. Amo amar o mar!
Mas, confesso que estou vivendo um processo de “adoecimento” neste mundo urbano e tão acelerado. As vezes tenho a impressão que estou fora do eixo. rsrsrs
Então, quando quem fala para o poeta diz que “não sabe dançar tão devagar...”, creio que se refere ao ritmo louco da cidade grande, e o prefere. Hoje, este é o padrão de comportamento “aceitável”.
O meu ritmo por exemplo, está fora da nova ordem mundial., na competição dos acelerados... tô nem aí!
Sei lá...
Você me fez viajar na maionese... rsrsrs
Ainda bem que não é uma escolha de Sofia.
Vamos perguntar pra Marina?
Beijo.

Cigano disse...

Olá menina Alba;

Interessante sua análise, principalmente por se tratar de uma música tão intimista e repleta de mensagens subliminares como esta música de Alvin.
As frases nos permitem divagar sob o pretexto de interpretações que mais nos agradem ou que mais nos identifiquem. Por isso, me atrevendo a tentar entender sua indagação, acredito que entramos aqui na eterna busca de auto-preservação do ser humano.
Ser este que não sabe ou não aceita se dar, com medo do que o amanhã lhe reserve.
Com razões tão palpáveis hoje em dia que não são recriminantes, mas são tristes, pois não permite à este ser humano mostrar seu desabrochar, seu desejo, seu ser...
Somos eternos prisioneiros daquilo que acreditamos ser a realidade, mas sempre poderemos sim quebrar as amarras e tentar, se não ser perfeitos, ao menos ser felizes, não é?

Por seu questionamento e entendimento, fácil saber-lhe muito especial e ímpar, Flor!

Um grande beijo em seu coração e muita luz à todos!

Dú Pirollo disse...

Olá minha querida amiga Alba!!!
Bela poesia, maravilhosa música e interpretação de Marina, adorei minha amiga!!!
O interessante das poesias é justamente a interpretação do pensamento do autor, cada um entende e decifra à sua maneira o que quis dizer o autor... também acredito referir-se a um amor solitário ou um amor unilateral por uma pessoa com um ritmo menos acelerado de vida em comum, também poderia estar se referindo a uma união amorosa em que o outro não tem nenhuma pretensão de evolução ou crescimento, levando a vida num marasmo, com escolhas acomodadas e sem brilho, provocando a solidão... vivo com quem gosto mas não tenho a vida que quero ou gostaria de ter!
Parabéns pela excelente postagem!!!
Tenha um dia maravilhoso, com muitas alegrias!!!
Beijos carinhosos e muita paz!!!

Marcela disse...

Olá querida Alba! Belo texto!
Seria como disse Djavan em "Esquinas".
É preciso coragem para sair da zona de conforto, calcular os riscos e se atirar no mar!
Bjos

Pensador Louco disse...

Linda postagem e reflexão, minha amiga. E você está absolutamente certa. Não se arriscar a nada na vida não é segurança pra não cometer erros, é simplesmente não viver.

Ou, como disse John Lennon, "a vida é aquilo que passa direto, enquanto você está ocupado fazendo outros planos".

Abração.

Ana Lucia Nicolau disse...

Oi Alba, concordo com o comentário da Van...cada um é cada um...

Alba Simões disse...

Olá querida Van
Concordo plenamente!
O equilíbrio de toda relação consiste em aceitar
o outro.
Respeitar nossos próprios limites e daqueles com quem nos relacionamos.
Obrigada pela participação e comentário!
Beijos

Alba Simões disse...

Olá Beth querida!
Maravilhosa sua analogia do tema com o dilema vivido por Sofia no que se refere às imposições das regras.
É como se estivéssemos entre a cruz e a espada das escolhas!
Mas o autor Alvin diz que não sabe dançar tão devagar.
Então acredito que o poeta neste momento transmitiu que seu modo de vida é urbano!
Ao mesmo tempo ele oferece ao seu amor:
Uma solidão com vista pro mar!
Parece haver uma incompatibilidade de ritmos!
Ao mesmo tempo em que deseja esta vista pro mar!
Ah, agora o seu comentário também me deu um belo banho de maionese...
Mas também não troco este Mar por nada, mesmo que seja para contemplá-lo sozinha!
Obrigada pela viagem, enriqueceu demais tudo isto!
Beijos

Alba Simões disse...

Olá amigo Cigano!
Seja bem vindo!
Percebo muita lógica em seu comentário!
E talvez possamos ser lógicos, sem nos abdicarmos dos nossos sonhos, sentimentos e as mais elevadas buscas para nosso desenvolvimento espiritual e humano.
Dançando em qualquer ritmo, mas dentro de uma sintonia que nos de leveza e contentamento!
Muito obrigada pela presença e a riqueza do seu comentário!
Beijos com carinho!

Alba Simões disse...

Querido amigo Du
Seu comentário é muito sábio e sensato!
Percebeu que este “marasmo” o qual me refiro,
é exatamente esta união sem brilho, e sem afetos!
Para viver uma relação assim, é preferível dançar e ver o mar sozinho!
Muito obrigada meu querido amigo.
Pelo seu excelente comentário, sua presença e carinho de sempre!
Beijos com carinho!
E um feliz final de semana!

Alba Simões disse...

Querida Marcela
Djavan é um grande poeta!
Muito bem lembrado.
Esta música é mesmo sensacional!
Muito obrigada pelo comentário e visita!
Beijos

Alba Simões disse...

Querido amigo Pensador Louco
Grande John Lennon!
Eu me arrisco a ser feliz, mas quem não quer se arriscar a isto?
Acredito que a felicidade são momentos que exaltamos!
Sempre haverá obstáculos a serem superados!
Esta é a magia de viver!
Muito obrigada pela participação e pela originalidade da sua opinião!
Beijos

Alba Simões disse...

Olá Ana Lucia.
Concordo, a Van foi direta e muito objetiva!
Muito grata pela participação e comentário!
Abraços

Pithan Pilchas disse...

Buenas Alba,

ficar se escondendo de tudo faz com que não aproveitamos as coisas por inteiro. Temos de achar harmonia e dançar conforme a música. Agora, parar no meio da dança, talvez não seja a melhor alternativa. Existem pessoas que colocam regras demasiadas em tudo, dessa forma tentam tomar controle de todas as situações. O problema é que elas ficam engessadas e despreparadas para ações minimamente diferentes das que elas estão acostumadas. Então, a vida é pra ser vivida...

abraço

Paulo

Alba Simões disse...

Paulo
Buenas caro amigo Paulo!
Que bom que veio opinar!
Sim, é uma grande verdade!
Temos que ser autênticos, ultrapassar as barreiras impostas.
Dançar no nosso ritmo e realizarmos nossos sonhos!
Muito grata pela visita, e conciso comentário!
Abraços

Samanta Sammy disse...

Olá minha querida amiga !

Atrasadinha, mas cheguei !!
Esta música é maravilhosa, foi delicioso relembrá-la !
Sempre vi esta frase sobre dançar devagar como uma maneira poética de descrever a diferença de ritmos e intenções, como se um fosse acelerado e o outro mais denso, ou romântico, algo assim e também quando diz que só posso lhe dar solidão com vista pro mar, acho que se refere a uma confissão de que não está disposto a ter algo mais profundo, um compromisso mais sério.
Mas tirando as minhas divagações, gostei do seu texto nos motivando a arriscar, a viver a vida sem medo de sair da zona de conforto, e desta forma aproveitar muito mais o que a Vida e o amor nos oferecem :)
Lindo !

Um beijão marcial e boa semana !

Sissym disse...

Alba, eu gosto muito do ritmo da musica e a letra tem um tom de melancolia. É como um pensamento daquilo que se deseja realizar.

Bjs

Alba Simões disse...

Querida amiga Sam
Perfeito, excelente!
Descreveu de forma brilhante este tema.
Percebe-se que há uma entrega e uma renúncia, no que se refere a letra da desta música!
Amiga, adorei seu brilhante comentário.
Você nunca esta atrasada, pois recebê-la aqui é sempre
uma grande honra!
Obrigada pela presença e o carinho.
Beijos marciais!

Alba Simões disse...

Olá querida Sissym!
Realmente a melodia apesar de melancólica, parece acompanhar o tom da letra, que nos revela os paradoxos dos nossos sonhos, paixões e desejos!
Obrigada pela presença e opinião!
Beijos

Valéria Braz disse...

Oi minha amiga... eu vejo nesta música um descompasso que marca as diferenças...
Muitos se aprisonam em uma vida ritmada, tranquila e desesperadoramente sem vida.... enquanto outros não sabem dançar tão devagar para acompanhar....

Beijuuuuuusssss

Alba Simões disse...

Olá querida Valéria!
Grande verdade!
Cada qual se acomoda em seu ritmo, realmente estas diferenças são percebidas no descompasso...
Adorei sua definição!
Obrigada pela presença e maravilhoso comentário!
Grande beijo!!!

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