0

No ventre do tempo

30/04/2017 .

Agora a casa está vazia, 
Há muito tempo está.
Exceto as folhas das plantas que tremem ao vento.
Decorre a vida neste outono
e o pensamento é um esboço de palavras soltas.
Germinam versos no ventre do tempo.
Nas paredes o silêncio dos retratos.
Na janela uma poesia, um gato observando destinos ao por do sol.
Uma fruta arde no fogo: Aroma doce.
Quem dera fossemos;
Mensagens não lidas, retas que se curvam, notas musicais...
Ou pássaros sem ninhos, personagens sem estórias.
Amargos ou doces, simples escolhas nesta transversal.


Alba Simões

Deixe seu Comentário:

Postar um comentário

MyFreeCopyright.com Registered & Protected



 
▲ Voltar ao Topo