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" A Máquina "

23/10/2011 .
Monólogo de Antônio
Publicado originalmente em 1999, título do romance de estréia da autora e roteirista Adriana Falcão.
Com um texto impecavelmente poético, a autora constrói uma história capaz de parar o tempo e mudar o rumo desta prosa e de outras que Antônio se pôs a contar, depois que olhou para a sua Karina, que naquela altura já tinha um olhar de adeus, e prometeu - 'É o mundo que você quer? Então eu o trago para você. '
Romance que expressa sobre o tema central, o amor e o tempo, um jogo de aposta.
A trama gira em volta de um rapaz chamado Antônio, que mora em uma cidade chamada Nordestina, que é muito pequena e nem existe no mapa. Os habitantes de Nordestina aos poucos vão, um a um, deixando a cidade em busca do "mundo".
Em determinado momento, Karina, por quem Antônio é completamente apaixonado, decide ir para o mundo em busca do seu sonho de ser atriz. Ela não está disposta a abrir mão de seus sonhos por marido nenhum. Tem um forte senso de independência e determinação, e deseja escapar da estagnação quase incontornável de terminar seus dias em Nordestina.
Em uma tentativa de impedi-la, Antônio promete trazer o mundo à sua amada.
Nordestina é um lugar onde ninguém mais quer ficar. A única coisa que se conta nesta terra sem futuro é o vazio deixado por quem quer ir para o lado de lá da risca, onde o mundo deve estar acontecendo. De forma satírica e irônica este lugar é apenas uma outra dimensão do tempo:” O Futuro”.
Após alcançar enorme sucesso no teatro, 'A máquina', de Adriana Falcão, chegou às telas de cinema pelas mãos do diretor João Falcão, com Mariana Ximenes, Paulo Autran e Gustavo Falcão nos papéis principais do longa-metragem.
Homenageando o ilustre ator Paulo Autran, destacamos a  cena onde ele  literalmente, faz o espectador  viajar no texto.
Com o espetacular  monólogo atemporal de Antônio, Autran traduz seu magistral  personagem.


12 Comentários:

Malu disse...

E há ainda, minha amiga, quem diga que nosso país não produza filmes de qualidade.
Eu e o Pê assistimos este filme e pudemos fazer uma viagem por um mar de sensibilidade sobre as fragilidades humanas e suas formas diferentes de preencherem seus vazios.
Muito bem estruturadas as palavras de Antônio que vai galgando um espaço todo complexo da sua luta através do tempo para poder mudá-lo ao seu gosto.
Bem lembrada esta tua partilha, pois para quem não viu vale mais esta viagem...
Abraços

Sissym disse...

Paulo Autran era fantastico.
Eu assisti poucos monologos e tive sorte das peças apresentadas serem de excelente qualidade.

Beijos

Dú Pirollo disse...

Olá minha querida amiga Alba, boa noite!!!
Minha amiga, é sempre muito bom presenciar cisas nossas, peças, filmes, monólogos, que nos enchem de orgulho... e com Paulo Autran no comando fica melhor ainda, pois esse dispensa comentários.
Parabéns pela excelente postagem e escolha, adorei minha amiga!!!
Tenha uma linda e abençoada noite!!!
Beijos no coração e muita paz!!!

BLOG DE POESIAS DO PROFEX disse...

João Falcão, o Antonio moço valente e apaixonado . Paulo Autran, o velho Antonio cheio de sabedoria. E o encontro dos dois personagens numa dobra do tempo trazendo vida nova a uma comunidade condenada ao desaparecimento. Mariana Ximenes, impecável.
Pois vejo e revejo este filme e não me canso, pelo roteiro fantástico, cenário envolvente e atuações magníficas.
Eu e Malu assistimos juntos há poucos dias. E vamos rever, claro, outras vezes.
Muito boa a postagem, Alba. Grande abraço!

José S. Pereira disse...

Que estória Alba! Esse monólogo (com pequenos apartes do tempo rsrs) é delicioso.

Uma grande dica de cinema. E de novos autores. O que realmente precisamos para ganhar fôlego cultural e nos consolidarmos como nação mesmo. Com uma identidade.

Beijos

Beth Muniz disse...

Oi Alba querida,
Se demoro a comentar, é porque não consigo fazê-lo sem antes degustar as belas coisas que nos oferta.
A demora se deve ao fato de que no meu trabalho eles blequeiam até pensamentos... rsrsrs
Demoro, mas chego!
Então,
Que tempo é esse?!
Belissímo monológo de uma poética histórica. Autran? Dispensa comentários!
O criador e suas serventias...
E aí, a saga começa quando choramos pela primeira vez e não sabemos exatamente o motivo.... Arte da criação.
E assim seguimos, chorando e buscando o nossos tempos.
Sempre ele, o tempo...
Beijo querida.
Bom domingo.

Alba Simões disse...

@Malu
Excelente este filme,realmente vale a pena rever!
Tanto pela qualidade do roteiro,do texto e dos grandes atores que atuaram nesta bela película.
Concordo é uma complexa viagem, este sonho vivido pelo personagem Antônio,interpretado pelo
grande e Paulo Autran.
Obrigada pelapresença e impecável comentário!
Grande abraço!

Alba Simões disse...

@Sissym
Nosso País produz maravilhas, mesmo com pouco incentivo financeiro!
Temos excelentes autores, produtores, atores...
Disto podemos nos orgulhar,no que se diz respeito a nossa memória cultural.
Beijos

Alba Simões disse...

@ Dú Pirollo
Realmente,querido amigo, temos excelentes produções em todas as áreas da nossa cultura!
Muito obrigada por prestigiar, deixando sábio e carinhoso comentário!
Um domingo maravilhoso!
Beijos com carinho!

Alba Simões disse...

@blogdoprofex
Olá Prof.Expedito.
Como é gratificante receber pessoas que valorizam as letras e as artes, fico lisonjeada
com a sua presença e da amiga Malu.
É uma honra recebe-los aqui, prestigiando este artigo.
Agregando estimado conteúdo ao tema.
Obrigada pela presença e impecável comentário!
Grande abraço!

Alba Simões disse...

@José
Realmente a nosso identidade cultural precisa ser expressada e consolidada!
Obrigada pela presença e por registrar esta grande verdade!
Beijos

Alba Simões disse...

@Beth querida.
Não precisa se desculpar,imagina!
Eu também ando na correria, respondendo os comentários com atraso...
É falando de Tempo...
Vivemos buscando tempo para tudo.
Assim a Arte imita a Vida e Vice-Versa!
Obrigada pela presença,comentário e amizade!
Um excelente domingo!
Beijos com carinho!

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