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Máscaras e Improvisos

01/06/2011 .
Nas buscas, pelos camarotes da vida...
Faróis iluminam os papéis ideais.
Na voz de um personagem, canta.
Um monólogo sonhador!
Dor e sonho, desespero acordar.
Uma fome de amor, quase um ritual.
Nos cenários sombrios e esquecidos pelos deuses.
Cada qual, improvisando o seu futuro.
Espectador ou protagonista.
Bufões tristes em seus roteiros.
E assim traçam o destino.
Com amarguras e paixões.
Atuando no proscênio deste palco atual.
Onde quase tudo nos assusta.
E é real.
Medo de arrancar as máscaras,
obcecadas e vingativas.
Talvez a verdadeira face do amor, um dia venha nos revelar...
Apenas as virtudes belas e humanas,
que ainda existe em nós !

Alba Simões

Poema inspirado no romance homônimo de Gaston Leroux
"O Fantasma da Ópera"

22 Comentários:

Marcela disse...

"Cada qual, improvisando o seu futuro.
Espectador ou protagonista".
Lindo!!!

José S. Pereira disse...

Genial Alba!

Essa dualidade que corroe a todo ser humano,nem por maldade, mas por sobrevivência... demais a forma como retratou essa busca.

Noutro dia, eu estava escrevendo um artigo (Virtualidade Real), no qual me perguntava se estaríamos condenados, neste mundo virtual, a sermos Fakes de nós mesmo, como já fôramos condenados antes sermos atores de nosso próprio personagem?

Ainda não escrevi, mas teu poema me deu diversas "luzes", entendimentos.

Obrigado. E abraços.

Arte e Café disse...

Olá José
Eu não vejo a hora de ler esta sua próxima crônica!
Pois a forma de você conduzir a sua escrita é sempre fascinante!
É amigo, às vezes somos espectadores.
Atuamos neste louco cenário em qual vivemos?...
No mundo virtual são os Fakes, mas acredito que
podemos aprender com nossos personagens, eles sempre nos reservam algo útil para aplicar no mundo real.
Obrigada José.
Grande abraço

Fatima Zanin disse...

Gostei muito do texto,muitas vezes isso acontece com as pessoas devido as situações..,
Beijo.

Jackie Freitas disse...

Oi minha amiga querida!
Eu sempre penso que somos personagens de uma peça itinerante, onde novos personagens vão entrando, fazendo suas participações e possivelmente mudando o rumo da história. Porém, como protagonistas, temos a opção de "atuarmos" nossa realidade, mostrando não o personagem, mas a pessoa real. É difícil, principalmente num mundo que, sabemos, pessoas usam máscaras constantemente e nunca sabemos quem de fato está por detrás delas. Mas penso que é muito melhor sermos reais do que meros personagens inseridos num contexto qualquer...
Lindo o seu texto, como sempre, amiga! Você é uma escritora e pessoa que admiro muito. A maturidade e qualidade do que nos mostra faz com que reflitamos melhor essas "cenas" das nossas vidas!
Grande beijo!
Jackie

Arte e Café disse...

Querida Jackie.
Como sempre seus comentários enriquecem o tema.
O certo seria a arte imitar a vida, e não o contrário.
Mas quem sou eu para dizer o que é certo?
Estas máscaras usadas na vida real refletem desde áureos tempos;
Uma sociedade perplexa, perdida entre o medo, a arrogância e a disputa.
Infelizmente a proporção das tragédias sempre é maior.
Mas traçamos nossos caminhos, como você disse:
Sem medo de mostrar a nossas verdades, em nossos atos, em nossas expressões.
Vamos contando nossas histórias.
Por vezes nos decepcionamos, quando certas máscaras caem das faces, que acreditávamos serem reais.
E assim vamos vivendo...
Confiantes nesta peça itinerante da vida!
Onde ainda há muitas glórias e virtudes!
Obrigada minha querida!
Por ser verdadeiramente a pessoa e amiga que és!
Beijos

Arte e Café disse...

Querida Fátima
E acontece principalmente quando o ser humano perde a consciência da realidade e parte para viver na ficção.
Lamentável!
Só Freud explica!
Muito grata por apreciar o texto e deixar seu comentário!
Beijos.

Arte e Café disse...

Grande Joselito JB!
Vivemos sim, e nele atuam os grandes de caráter e
infelizmente alguns ordinários!
Valeu o comentário!
Beijos

Valéria Braz disse...

OI minha querida... que delícia passar por seu blog... sempre com poemas fantásticos!
Tenho um poema que fala que no palco da vida somos todos artistas...
Acredito nas máscaras sociais, mas somente fora deste palco em que atuamos para nós mesmos e onde as máscaras são transparentes demais!
De qualquer modo amiga, somos vítimas, réus e juízes de nós mesmos muito mais que dos outros, e é por isso que neste imenso palco chamado viver somos personagens de uma peça chamada VIDA.
Beijo no coração

Beth Muniz disse...

Quem descerrá a Cortina do Grande Circo Místico, verá que como bêbados e equilibristas, passo a passo vamos derrubando as máscaras dos que vivem na plateia, mas se alimentam da podridão das coxias dos Bufões.
Peguei pesado?
É que hoje resolver chutar alguns baldes! Rsrsrsrs
Beijo querida.

Arte e Café disse...

Querida Valéria!
Neste contraste entre o ser social e o existencial, existe um abismo a ser superado.
Improvisar como atores para driblar a hipocrisia social, esta seria sim uma forma de autopunição!
Só encontramos nossa verdadeira essência quando nos despimos destes personagens por inteiro.
Às vezes nos assustamos com nossa verdadeira face ao nos depararmos com nosso reflexo no espelho.
Nos solitários camarins da vida, quando a cortina se fecha.
E termina a última cena.
Se assim for, acredito que teríamos mil vezes escolhido sermos apenas os espectadores...
Então vale a pena protagonizar nossas vidas, totalmente desmascarados!
Adoro este diálogo, com escritores do seu naipe.
Muito obrigada pelo maravilhoso comentário!
sua presença e amizade.
Beijos

Arte e Café disse...

Beth querida.
Mas aí que reside o verdadeiro “eu”!
E não considero de maneira alguma o seu comentário, como algo pesado!
Pesado são os podres poderes, estes com suas caras de paus, enganando o povo em seus palanques.
E de política e arte, tu entende muito bem!
E talvez estes bêbados, equilibristas e bufões sirvam até de bom exemplo, para os hipócritas e pobres de espírito!
Apesar de tudo, ainda acredito no ser humano, e na regeneração dos valores!
Mas vamos chutar as baldes sem medo!
Simplesmente porque temos essência!
Isto é muito bom, lava-nos a alma e desentala o nó da garganta!
Adorei o comentário.
Beijos

Raimundo Lourenço disse...

No palco da vida somos os protagonistas das nossas histórias, mesmo quando a vida nos prega peças.
Melhor do que sonhar é vivenciar. Não ter medo do sombrio: só buscar as belas virtudes humanas.

mundo virtual disse...

Oiii Querida amiga Alba!
Um lindo e inteligente texto,nunca devemos usar máscaras mesmo que certas situações exigem,para que nossas vidas não virar um palco de ilusões!!!
Bjsssss!!

Arte e Café disse...

Olá amigo Raimundo.
Viver sem medo de ser transparente!
É isso aí.
Obrigada pela visita e comentário!
Abraços

Arte e Café disse...

Olá querido Mauro!
Viver no mundo das ilusões é o mesmo que
correr atrás do vento!
Obrigada por prestigiar e comentar!
Beijos

Samanta disse...

Olá minha querida amiga !!!

Mil perdões pelo atraso, mas chegueiiiii !!
Lindooooo texto !! Me senti retratada nele, afinal todos seguimos pela vida, encenando nosso dia a dia, algumas vezes escolhemos ser personagens, em outras situações nossas máscaras caem, ou assistimos as máscaras alheias caírem, e tanto uma coisa quanto a outra dói... mas no maio de tropeços, exagero de maquiagem, branco nas falas, risos altos, vamos seguindo e construindo nossa peça que apesar de tantas contradições e mistérios, é sempre única e linda !!

Amei !
Um beijãoooooo marcial !!

Arte e Café disse...

Querida amiga Sam
Você é bem vinda sempre!
Realmente esta vida é repleta de contradições e mistérios!
Apesar das decepções de algumas máscaras que caem.
o espetáculo da vida é único e mágico!
Obrigada por prestigiar e belo comentário!
Beijos Marciais

Palavras & Histórias disse...

Sabe o que sinto? Tristeza. Uma enorme tristeza diante de tudo e de todos que se transvestem nesta loucura de ser apenas um faz de conta. E, nós, do lado de cá, de alma e coração em cada encontro, em cada palava trocada, ficamos meio que assim, perdidos em um nada. Porque a ficção um dia acaba, a corda arrebenta e daí, no empinar do cavalo, vamos juntos, dar de cara com o chão. É de chorar, por nossa ilusão, pelo coração, tão cruelmente ferido.

Bjs e saudades. (tou longe, mas tou perto, viu?)

Arte e Café disse...

Querida Valéria
O que dizer depois de ler este seu desabafo?
É o que só as grandes pessoas virtuosas podem
sentir.
É muito bom saber que esta perto!
Saudades querida.
Beijos com carinho!

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