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Expressões & Impressões de Valéria de Melo Corrêa

19/12/2010 .


Expressões e Impressões de hoje entrevista Valéria de Melo Corrêa.
Valéria traz em sua bagagem de vida e profissional uma trajetória de luta, coragem e determinação. A Escritora, Jornalista, Publicitária pós-graduada em Marketing nos E.U.A e também idealizadora diretora da expedição Amores no Velho Chico.
Com toda esta formação acadêmica, Valéria é uma pessoa sensível, simples e apaixonada pela natureza, e as histórias das pessoas que valorizam e amam a terra.
Natural de Belo Horizonte Valéria nos conta como nasceu sua paixão pelos livros, histórias e pela arte de escrever.

ARTE E CAFÉ: Valéria quando você descobriu sua vocação de escritora, como começou esta paixão pela literatura e de onde vem toda inspiração para seus maravilhosos contos?

VALÉRIA: Sempre tive paixão pelas letras. Ainda pequena, minha mãe contava que eu, com o jornal aberto nas mãos, chorava e reclamava: “eu não sei ler”. Determinada a aprender de qualquer forma, mexeu e me virei!  Tanto foi que, quando chegou à época de ir pra escola. 

(Nesta época eu já lia)


Cresci assim. Cutucando tudo, lendo de tudo, participando das “Palavra Franca” que eram um intervalo que faziam nas apresentações da escola. Eu sempre estava lá. E detalhe: sempre sozinha. Apresentava crônicas que lia, recitava poesias que gostava, expressava minha opinião sobre o tema apresentado. Se criticavam a minha ousadia ou impertinência, eu não tomei conhecimento, porque não dava ouvidos pra isto.
E foi por excesso de curiosidade que também estudei por cinco anos em um colégio interno de olho na variedade de cursos  técnicos (publicidade, bioquímica) e manufaturados (bordado, violão e piano). Também quis ser freira e por isto fiquei um tempo em um convento em São Paulo, coisa que obviamente não deu certo.
Aos 23 anos me formei, noiva de um moço que meu pai não aceitava o relacionamento. O grande problema é que, após o noivado – com festa e tudo -  eu engravidei. Como agir diante daquela situação? Naquele tempo, um fato deste era confusão na certa. Daí, com o diploma na mão e escondendo uma barriga de quatro meses, decidi fazer Pós-graduação nos EUA, especializando-me em marketing.
Ocorre Alba, que lá na terra do Tio Sam, na casa que me recebeu, eu não fui aceita por causa da minha condição (grávida). E agora? Como voltar pra trás? Depois de muita discussão ficou resolvido que eu poderia ficar desde que meus pais fossem comunicados e que eu assumisse o compromisso de ir ao médico toda semana. Claro, topei. Pensei, vou enrolar a coisa de contar em casa, mas o médico... Sem problemas! Enrolei coisa de um mês, mas eles arrumaram um tradutor lá e comunicaram meus pais. Resultado: eles, revoltados, pediram: não  apareça mais aqui !

ARTE E CAFÉ: Depois deste relato de Valéria, estudei dedicando semanas para elaborar um modelo de entrevista, no qual parto do principio do quase “off  " da parte do entrevistador, para que a exemplar  narrativa da entrevistada não seja bruscamente editada,cortada ou interrompida de forma que todo o conteúdo desta brilhante biografia seja mantida fielmente na sua integra.

ARTE E CAFÉ: A adolescência, a gravidez rejeitada pelos pais, a vida no exterior, a batalha contra o câncer.

VALÉRIA: Não pude voltar pra casa. Também não foi dito a eles a condição do câncer. Eu ria da ironia: estou sendo rejeitada por gerar vida! Se tivesse feito um aborto, ninguém saberia e eu seria aceita por todos!  A família que me recebeu, tornou-se a minha família, naquele período. John (parecia Fred Flintstone de olhos azuis) era assistente social da cidade (cargo muito respeitado) por isto tive acesso a muitos tratamentos. Porém, sem muita perspectiva de viver muito tempo. Ninguém me queria com filho. E já que eu tinha conhecimento em medicina, decidi  ir pra a Etiópia (lembra-se? era 1985, a música We Are the World, a campanha?) porque queria deixar um rastro bom no mundo.
Assim, um dia, ele foi me buscar em casa dizendo que eu receberia boas notícias. ... Volto um pouco. O interessante foi que, quando cheguei ao EUA, a minha bagagem foi totalmente extraviada. Perdi tudo. No fundo falso da minha mala, o enxoval do bebê. (A mania de ver sinais em tudo me fez entender aquilo como um recomeço). A única coisa que me restou foi o passaporte. Mas... voltando....
A moça era uma psicóloga. Começou dizendo que eu estava ali para exercer o segundo ato de amor. O primeiro era ter gerado vida. O segundo era deixá-lo viver bem. E pra isto, ela já tinha um casal perfeito e muito feliz para adotar o meu filho. O sonho veio à tona. O tapa na cara. Enquanto ela falava,  eu relembrava o sonho. A sala escura, o frio, o choro. O pai do meu filho que ficou no Brasil, estava na dele. Eu não tinha futuro nesta terra. Meu filho merecia ser feliz. Explicou as regras da adoção, a fotinha 3 x 4 que eu teria dele e o compromisso de contar toda a verdade pra meu bebe quando ele entendesse.
Foi a primeira vez que chorei na frente de todo mundo. Chorei muito. Ela me olhou como se nunca tivesse visto alguém fazer isto, e me deu uma caixa de lenços de papel. Voltei pra casa com um John silencioso (ele era muito brincalhão). Não demorou muitos dias pra que eu dissesse a ele e a esposa dele:
- John, eu vou morrer logo, não vou?
- Vai sim.
- Então eu quero morrer no Brasil, falando “ai!” em português. (em inglês é Ouch!)

ARTE E CAFÉ: A volta para o Brasil, o sofrido ingresso para um convento, as pressões do preconceito, o trabalho pesado e quase escravo. Valéria estaria ali pagando por seus pecados?

VALÉRIA: Myrce no aeroporto em Nova York debaixo de uma neve de lascar e embarguei de volta pra o Brasil! Liguei pra casa (Brasil) avisei que desceria em São Paulo. Minha mãe foi seca: “você quem sabe”. Lembra do convento? As freiras arrumaram um lugar pra eu ficar em uma casa na capital. Viajei de avião com quase nove meses de gravidez sem ser notada, porque eu pesava menos de 55 quilos (meço 1,63)
E foi assim: no dia 15 de Abril de 1985, com um bicho de pelúcia nos braços, desci no aeroporto internacional em SP, sem nenhuma esperança de rever minha família. Enquanto eu esperava autorização pra entrar no país, vi, pelo vidro, minha mãe lá fora. Larguei a fila que estava e corri em direção a ela. Mas bati com a cara no vidro. De lá, gesticulei e ela me viu. Eu sentia tanta saudade, queria tanto, que ali mesmo arriei no chão. Não tive pernas. Foi um policial quem me pegou no colo levando-me lá pra perto dela. A reação da minha mãe? “Que brincadeira é esta que você esta grávida? Nem barriga tem!”
A casa era um lugar mantido pela Sociedade das Damas de Caridade. Imagine: um casarão antigo, adaptado por doações, com grandes tablados nos corredores, e por onde as senhoras da alta sociedade levavam suas filhas e amigas para exercitarem a bondade. Imaginou? Era uma merda (com o perdão da palavra). Meninas vinham me ensinar como colocar fraldas. Com segurar um bebê?A mulher garantiu a minha mãe, que ali eu “pagaria” pelo que fiz. As funções de lavar banheiro e lustrar os vasos eram minhas. Eu não abria a boca. Mas um dia joguei a boneca, usada de para dar aulas, pela janela. Foi só chegar à minha vez de repetir a ação (colocar fraldas) que a bichinha, oh, voou!
Um dia tive que voltar ao quarto (várias camas) pra pegar a minha toalha e descobri que a bagagem da minha mãe não estava mais lá. Na loucura que eu senti, nem me dei conta de quem tentou me segurar. Aos safanões, me desvencilhei daquelas mulheres e achei a minha mãe em uma sala, curvada sobre o telefone, falando com meu pai. Naquele momento ela recebera a noticia do câncer e chorava com ele. Foi minha redenção. Transferidas (ela e eu) pra um hotel (era tipo o asilo dos artistas) até que no dia 11 de maio, com 1quilo e 600 gramas meu filho nasceu. Do tal câncer, foi retirado do meu útero, o pedaço infeccioso. Nesta época eu tinha 24 anos.

ARTE E CAFÉ: A reconciliação com o pai, a vontade e a conquista da sua independência pessoal, profissional e financeira. As várias profissões pela qual passou. O casamento, o divórcio a luta para criar os filhos.

VALÉRIA: Meu filho nasceu a criança mais sorridente que já vi na minha vida. De trato feito com meus pais, prometi não voltar pra terra que eles moravam e dizer, em caso de encontrar um conhecido, que eu tinha adotado uma criança. (quando novinha trabalhei muito em orfanatos, creches e tal. Aquilo colava fácil). Daí, meu pai, comprou e mobilou um apartamento em BH, mas não quis me ver.
Lembra da música Pai Herói (Fábio Júnior?).  Pois eu gravei aquela música em uma fita cassete e mandei pra ele. E foi por aquela música que a vida foi, aos poucos, voltando ao normal. Inclusive a volta do meu pai a minha vida.
O apartamento era um luxo só. E eu, querendo ser independente, fazia salgados para fora.  Tinha aparência de ser a melhor, porque todo mundo achava que o apartamento era renda do meu trabalho. Trabalhava como secretaria na COHAB (Santa Efigênia), meu filho ficava na creche o dia todo e a noite eu fazia salgadinhos para festas e casamentos. O plano cruzado quase me faliu nesta profissão, quando as pessoas escondiam as coisas, lembra disto? De certa vez, fiz salgados pra uma festa que ficaram um horror por conta disto. A dona da festa acabou comigo!  Por isto, aceitei uma encomenda de fazer todos os salgados de um casamento inteiro e só depois de receber o pagamento e os elogios, abandonei a profissão de salgadeira. Mas fiz primeiro o melhor de mim!
Com o tempo acabei voltando pra cidade dos meus pais. A alegria do meu filho era uma coisa de outro mundo. Derrubou todas as barreiras do preconceito. Coisa de 4 anos depois e me casei com o meu primeiro namorado (não o pai do meu filho). Meu filho foi meu pajem.
Mas o casamento não deu certo. Ele queria ser meu dono! Eu muito comunicativa, e ele odiando isto. (Acho bom você ficar quieta, eu não nasci pra ser o marido da professora!, dizia) Quando aos 4 meses de casada, engravidei, e a vida estava insuportável ao lado dele (trancada em casa, muitas agressões verbais e tal) eu fugi de casa. Mais uma vez, uma gravidez sozinha!
Morei um tempo com meus pais, fui secretária de uma entidade comercial (me obrigaram a assinar papeis pedindo demissão antecipada, porque estava grávida) e lá fiquei até um dia antes da minha filha nascer. Meu marido não apareceu. E eu tive duas paradas cardíacas no dia do parto. Penso, pela dor da separação. Mas, minha menina nasceu  com a boca redondinha e da cor de uma rosa.
Eu teimosa, não aceitei ajuda dos meus pais. Ali, no hospital mesmo, decidi que levaria minha vida como mãe de família e arcaria com os meus passos. Assim, mãe de duas crianças (uma de 5 e outra recém nascida) morando em um apartamento pequenino, mas meu, comecei a vida de verdade.
No dia da audiência do tal divórcio questionei a juíza: Eu não quero dinheiro, pensão ou qualquer coisa do estilo. Quero que a senhora coloque ai no papel que ele tem que dar amor, tem que ligar, olhar boletim escolar. Vir nas apresentações de escola, buscar pra passear, dar beijinhos e  contar histórias. Tem jeito de escrever isto ai?
Não, não teve!  E nunca me divorciei. Se for olhar nos tais papeis, eu sou casada, até hoje.

ARTE E CAFÉ: Valéria você abriu mão de toda dependência financeira dos seus pais e do seu marido.
Como foi enfrentar a vida sozinha, por quais profissões você passou para o seu sustento e de seus filhos?

VALÉRIA: Sempre trabalhei sozinha. Alias, quase sozinha. Montava as equipes pra cada tipo de trabalho. Comecei fazendo roscas e servindo marmita em casa, comprei um PC. Era um tal de XT. Enquanto ninava a minha filha, estudava os comandos de DOS pelo F1. Veio Windows 3.0, passei a dar aulas. Depois o Corel. Depois o Pager Market. E por ai foi. Sempre aprendendo pelo F1 e dando aulas como se fosse formada. Dava até 5 aulas no mesmo dia. De domingo a domingo. Todo mundo queria aprender, mas queria no quadro e por isto fui ganhando espaço.
Ágil, criava peças publicitárias de um jeito que ninguém tinha feito. Nunca recusei um serviço! Ganhei nome. Montei a primeira agência de publicidade da cidade, uma empresa com o nome Banco de Idéias. Meu pai questionou “como se pode vender algo que não se toca?”.
Trabalhava muitas madrugadas com meus filhos nos colchonetes ao meu lado. Muitas vezes. Criei várias peças publicitárias até montar uma mini gráfica. Fazia promoções que parava toda a cidade, de datas comemorativas, passando por campanhas políticas a shows e ventos culturais.  Montava as equipes diferentes, fazia a coordenação, e não perdia o serviço! Sempre fui sozinha. Mas isto teve um preço.
Um dia, já com uma fileira de computadores interligados (586 e tela colorida!) Em cada um, um serviço ligado a impressoras a laser preto e branco, coloridas, envelopadoras, um sujeito qualquer provocou uma pane e eu perdi tudo o que tinha. Assim mesmo. Pela manhã, liguei as maquinas e tudo foi pro ar, em curto circuito.
Levei a sério a expressão, uma porta se fecha, mas as janelas...
Minha mãe tinha uma loja em uma cidade pequena e queria alguém com conhecimentos específicos pra dar baixo na papelada e fazer os acertos. Eu estava desolada quando ela me pediu este favor. E eu fui.
Era uma loja de produtos veterinários. Olhei aquilo e pensei. Se eu mexer aqui, eu levanto esta loja! Minha mãe disse: 24 títulos protestados. Se pagar os títulos, a loja é sua. Assim, vim morar na roça, e me especializei em pequenos animais. O slogan: Aqui a gente trabalha pra cachorro!
Mas a loja era pouco pra minha cabeça. Ficar atrás de balcão? Nem pensar. Criei um jornal, virei diretora da TV da cidade vizinha, professora de marketing, gerente de loteamento.  Me meti em confusões ao ir (sozinha) em encontros, como os do Sem Terra e subir no palanque pra perguntar no microfone,  se eles tinham tantos direitos, quais eram seus deveres? Sai de lá escoltada! Hahahaha.
Porém meus filhos não se adaptaram. Cresceram. Adolescentes, cidade sem recursos... Foram embora. Um a um...
Meu blog conta muita coisa. Não invento histórias quando escrevo. Apenas, preservo alguns mês. Está  tudo lá.
 (Valéria com os filhos )



ARTE E CAFÉ: Como nasceu a idéia para o projeto do site: Amores no Velho Chico?

VALÉRIA: Com a morte dos meus pais, eu entrei em pânico. Depois o fim de um relacionamento me colocou em xeque-mate. Já existiam os rabiscos do projeto que fiz junto a esta pessoa. E quando eu me vi, triste e decepcionada com os acontecimentos que me envolveram nesta época, resolvi virar a mesa de verdade.  Eu não nasci pra ser nada neste mundo, como desde criança sempre quis! Por isto dei todas as asas à expedição Amores no Velho Chico.

O fato de eu ir ao médico toda semana me deu uma chance. Eu tinha câncer e não sabia. Lembro-me de um sonho.
Sabe aquela cena do quadro de Da Vinci em uma mesa com os doze apóstolos? Pois eu sonhei aquilo: Meu pai ali sentado minha mãe em pé, do lado direito dele, e ele brigando comigo que estava em pé em frente a eles. De repente, o tapa no rosto! Não mais que de repente, um choro, naquela sala escura. Eu fiquei procurando quem era e quando vi, em um cantinho, era eu mesma, agachada. Acordei com meus soluços.
Quero tentar mostrar ao mundo o valor das pessoas. Buscar o bem pelo bem.
Montei uma estrutura com poucos recursos (não sou empresa), mas a expedição é digna de respeito. Foram 8 meses de muito trabalho, muito vai e volta. Muito recomeço.
Minha equipe, em sua grande maioria, virtuais. Eu não os conheço pessoalmente. Além dos meus filhos, Márcia Canêdo e o cinegrafista, o resto é virtual.
Assim, vou percorrer, dentro de um Troller, mais de 4 mil quilometros  para encontrar pessoas diferentes. Vidas diferentes histórias reais de garra e adaptação neste mundo. Vou a busca das pessoas para que estas possam se ver como parte deste mundo.

ARTE E CAFÉ: Valeria por Valéria?


VALÉRIA:Você me fez recordar partes da minha história no momento que abandono tudo pra viver outra etapa da minha vida.
Agora, ao me lembrar da mala perdida no aeroporto, dou risadas da bagagem que terei que levar comigo nesta expedição. Um quase nada em tralhas, pois além do físico, terei que ter um coração totalmente aberto para a nova vida que surge diante de mim.
Continuo sozinha. Mas, quem sabe, em uma curva do rio, eu encontre um braço que queira ser um abraço?

ARTE E CAFÉ: Querida Valéria, obrigada por me conceder a honra e o privilégio de registrar aqui a sua fantástica história de vida pessoal e profissional.
Um grande beijo e todo sucesso que você merece !

14 Comentários:

Beth Muniz disse...

Olá querida Alba,
Que combinação perfeita: Alba, Valéria e o Velho Chico!
Li e reli as Expressões E Impressões da Valéria e confesso que várias passagens me fez recordar algumas coisas na vida.
Imagino a emoção que sentem. Sei bem como é...
Alba, você como condutora, e Valéria como personagem de uma história real. A sua própria história.
O interessante, é que até agora eu não estabelecia nenhuma relação dela com o Velho Chico. Talvez porque tive na Márcia a principal referência, desde o início. Portanto, agora faça a minha redenção: Valéria e Velho Chico. Velho Chico e Valéria! Rsrsrs
Valéria, obrigada por partilhar a sua fantástica história. Uma viagem de sucesso, assim como está sendo a do Velho Chico.
Parabéns pela linda família.
Alba, obrigada por brindar os seus amigos com este regalo.
Grande beijo para as duas.

comédia.blog disse...

Meu parabéns Alba pelo post. Maravilhoso.
É muito bom estar conhecendo melhor a Valéria, toda essa experiência de vida e sempre de cabeça erguida em meio de qualquer problema! Um mulherão :)
Fico extremamente agradecida pela dispobilização de uma entrevista tão rica e tão bem escrita.

Só tenho que parabenizá-la!

Sue Kobata

JORNALISMO ANTENADO disse...

Oi Alba, esta é a história da vida de nossa querida Valéria que eu conhecia algumas passagens, só que não tão detalhadas como nessa emocionante entrevista.
Sabendo de dificuldades, obstáculos, reveses da vida como os que a Val passou e que para muitos seria motivo o bastante para se entregar a uma depressão ou então largar de mão se entregar aos problemas. Ela não, sempre buscou sua independência, lutou contra os problemas de saúde que teve, criou dois filhos lindos e inteligentes como ela e a praticamente um ano vem se empenhando para levar um pouco da vida do povo ribeirinho ao conhecimento de todos.
Me apresentou seu sonho e me encantou com ele e a possibilidade de mostrar como tem tanta gente que merecia mais atenção por esse Brasil e nós nem temos conehcimento da existência delas. É um prazer para mim não apenas estar nessa empreitada do Amores no Velho Chico, mas principalmente poder considerar a Val uma grande amiga que o destino fez o favor de nos aproximar.

Parabéns a você pela iniciativa dessa entrevista e a Val por ser essa grande mulher .

Beijos no coração de ambas.
Márcia canêdo

Jackie Freitas disse...

Olá minha querida Alba!!!
Claro que primeiramente quero dar-lhe os parabéns por esse espaço e oportunidade de leituras maravilhosas, pela chance de conhecermos "vidas" de verdade! Adorei e me emocionei com a sua convidada...

Valéria, Kit querida!!!
Te conheço pouco! Enquanto fui lendo a sua história, pensei comigo: "azar o meu!"... Porque a sua história me emocionou e me fez perceber a riqueza que temos do outro lado de uma tela de computador e não conhecemos... Sua determinação e fibra me fizeram admirá-la... Não sei se as respostas estarão na curva de um rio ou se entre
os "Amores no Velho Chico", mas te garanto que você ajudará muitas pessoas a encontrarem as próprias respostas...
Adorei, de verdade! Parabéns e que Deus continue te dando forças para prosseguir na construção dessa bela história de vida!
Grande beijo,
Jackie

Histórias & Estórias disse...

Eu só ia me pronunciar no final, mas os dedos ficam coçando e minha mente em turbilhões não me deixam trabalhar. Obrigada Alba querida, por seu trabalho e as horas que se dedicou lendo e trocando idéias comigo sobre a minha história. gente, isto é muito chic!!!

Eu estou muito contente (não poderia ser diferente) e vir assim justamente no fim do ano, no início da expedição, na nova caminhada.

Como disse eu vejo "sinais" em tudo. E para mim, este é o mais claro sinal de que valeu a pena e valerá muito mais, por eu estar sempre em boa (e maravilhosa) companhia!

Recebam todos, o meu mais sincero agradecimento. O que dizer mais, se deu um branco na minha cabeça?


Saiba que meus projetos sempre deram certos porque sempre busquei trabalhar com pessoas melhores do que eu!

E a você, minha amiga numero 1.000, reverencias, mil mais mil!

Bjs.

CLAUDIA disse...

Olá querida Alba!
Amiga parabéns por essa belíssima entrevista,que serve de lição para tantos que reclamam por tão pouco!
Dizer a Valéria,que ela sempre foi muito abençoada,pois passou e continua a passar pela vida com muita dignidade e força,sempre digo essas qualidades são de verdadeiros Guerreiros da Luz!
Continue assim,sua vida com certeza pode ter tido muitos obstáculos para você superar mas com certeza ,você tem orgulho de ter conseguido superá-los.
Parabéns Alba,por tão bela escolha,apesar que com sua sensibilidade só poderia resultar nessa linda e emocionante entrevista!
Deixo uma frase de presente para vocês duas:
A Lei não nos confia problemas de trabalho superiores à nossa capacidade de solução. (Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos).
A coragem do amor cria a bênção do perdão.
Bjos em seus corações com cheirinho de Jasmin!

Rosana Madjarof disse...

Alba,

Eu adoro a amiga Valéria, e já conhecia um pouco da sua história, mas foi muito prazeroso poder conhecer um pouco mais da vida dessa guerreira e querida amiga.

Parabéns por escolher uma pessoa tão singular como a nossa Kitmell para ser o foco da sua postagem.

Adorei!

Feliz Natal com Jesus!

Bjs.

Rosana.

Sissym disse...

Valeria, nós já nos falamos algumas vezes, conhecia apenas pouco de sua historia, agora fiquei pasma.

Ler um depoimento assim, mostra que todos somos vulneraveis, que cada vida tem sua linha do destino e por mais que possamos querer, nem sempre dá para fugir dele.

Então é ter coragem para reconstruir a historia que ficou fragmentada na ultima curva acentuada e viver.

beijos

Antonio Regly disse...

Valéria,

Já estava indo dormir quando vi a indicação. Ative-me às coisas alegres e engraçadas que respondeu, mas uma delas me emocionou bastante:
"Aqui a gente trabalha pra cachorro!" - The best!

"Me meti em confusões ao ir (sozinha) em encontros, como os do Sem Terra e subir no palanque pra perguntar no microfone, se eles tinham tantos direitos, quais eram seus deveres?" - coisa de gente doidinha, varrida da silva... rs.

"Quero tentar mostrar ao mundo o valor das pessoas. Buscar o bem pelo bem." Esta é sua marca e creio que descreve bem o seu jeito de ser.

Amei a entrevista.

Abraço carinhoso do amigo que, se Deus permitir, deseja sair do virtual para o real. Eu e Sonia ansiamos a chegada desse dia.

Principe Encantado disse...

Diante de todos esses comentários, qualquer coisa que eu escrevesse seria pura redundância. Adorei o post, muito o brigado por esta oportunidade.
Abraços forte

Valéria Braz disse...

Alba... que entrevista heim?!
Valéria, que história amiga.... você é uma guerreira e a vida faz e desfaz para que você possa provar a redenção do recomeço!
Que este seu projeto tenha impressa a marca desta mulher de horizontes abertos.... e que o livro que tenho certeza vai ser um dos frutos desta aventura, conte muito sobre as margens da vida....
Beijo no coração de vocês duas.... mulheres que fazem a diferença!

Sou Mulher ... disse...

Alba, que maravilha esta entrevista!
Saber mais de quem eu sempre admirei por "suas histórias"! e que me deu colo em seu coração, desde o início deste ano, quando eu estava apavorada por pensar que se esvaziara do amor que sempre estivera lá,e me desnorteava com luzes que sinalizavam no meio da noite! é bom demais!! rs....
Mas é claro que ela podia me compreender e me protegeu dentro do seu coração e merecia a poesia que fiz inspirada pela sua generosidade! com esta experiência de vida e determinação em ser "independente"(até parece aquariana!), mulher de fibra como dizia minha avó, só tinha que dar nisto - compreensão e paciência com mulheres como eu, kkk.... que não pensam em ser "independentes", mas que, como ela, valorizam o Amor, como único bem que vale a pena carregar!
Valéria ,minha amiga que quero tão bem, você também vê sinais em tudo, não é?? kkk....Outro dia comentei com um amigo(acho que escrevi no blog) que pedi a Deus que, de hoje em diante me mande sinais mais claros, com faróis e bandeiras...pois esta minha mania de ver sinais em tudo, me faz querer seguir por caminhos que.. bem,os sinais podem nem ser D´Ele, minha amiga!
Sabe o que acontece? temos é uma disposição em procurar o bem e o amor em tudo quanto é cantinho.hehehe...e é por isto que acreditamos na vida e viver é tão importante pra nós!É por isto que a esperança nos convida a ver sinais em tudo, arregaçar as mangas e seguir... Abraçamos a vida, mesmo que esperneando às vezes, e oferecemos a ela a "nossa própria visão das coisas"(cada uma a seu modo). Mas você, Valéria, é corajosa pra caramba! Puxa, que exemplo de mulher!! Quando eu tiver com medo outra vez ( sou medrosa pra caramba!)vou pensar em você!
Alba um beijo e obrigada por partilhar!
Valéria, meu carinho e admiração por você. Faça uma boa viagem e nos conte muito do que seus olhos puderam ver!
Beijos
Vera.

Minhas Poesias Irradiantes disse...

Parabéns pela Bela entrevista e que também fui conferir o link da expedição Amores no Velho Chico, onde lá deixei o seguinte comentário:
Realmente se ver a natureza morta e não se poder falar de amores e sim de dores por se estar visualizando tudo issso....

Ademar disse...

Alba a entrevista foi linda quase me levou as lagrimas. Valéria para mim, agora, você é simbolo de mulher guerreira,corajosa,realmente poderosa.
Um grande abraço as duas,

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