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O ÚLTIMO VAGÃO

14/03/2010 .
29/05/2009 - Cultura Estação é palco para ‘O Último Vagão’ Espetáculo do grupo bauruense Arte da Desforra será apresentado hoje, amanhã e domingo, com entrada gratuita “Todos os dias é um vai e vem/A vida se repete na estação/ Tem gente que chega pra ficar/ Tem gente que vai pra nunca mais (...)/E assim chegar e partir/ São só dois lados da mesma viagem”. Assim como na composição de Milton Nascimento e Fernando Brant, a Estação Ferroviária de Bauru, voltará, neste final de semana, a ser ponto dos encontros e despedidas. Todos estão convidados a embarcar na viagem trazida pelo “O Último Vagão”, espetáculo no qual os passageiros esperam apenas pelo trem da vida. Escrita há 20 anos pela bauruense Alba Simões, “O Último Vagão” pretende refletir a realidade do teatro brasileiro, ao propor um paralelo entre o estado de abandono das ferrovias e da classe teatral. “Ao mesmo tempo em que dá vida a um local que é patrimônio da cidade, o espetáculo pretende provocar essa reflexão: o descaso com que o artista é tratado é semelhante ao tratamento dado às ferrovias, fazendo com que elas chegassem a essa situação de sucata”, explica o ator e diretor da peça, Carlos Eduardo Martins. Com duração aproximada de uma hora, a peça, de encontro a sua reflexão sobre o cenário teatral, busca dar luz ao trabalho dos artistas locais, além da valorização da ferrovia. “Alba Simões merece essa homenagem. Temos que abrir espaço para mostrar o potencial dos artistas da cidade e valorizar o que é produzido localmente”, defende o diretor. O projeto da peça aprovado em 2007 pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Viagens “O Último Vagão” segue seu trilho à medida em que o autor-personagem Nestor Adeus - um bêbado poeta - escreve a história das pessoas que vagam pela estação. A atriz Violeta Espera é uma delas. Artista de algumas décadas passadas, a personagem busca o mundo do estrelato, mas, ao chegar à Capital, depara-se com outros seres solitários: o Diretor, a Cigana, o Caixeiro Viajante e a Grávida. Quase que sem vínculos, os personagens vão retalhando monólogos em busca de respostas para o caminho de suas vidas. Mas, tal como a vida e o que todos pensam em viver da sua, os personagens acabam contracenando sem perceber. “Eles não vêem um ao outro. A Cigana é a única que vê todo mundo e tem o destino de todos nas mãos. Os personagens, que pensam viver, na verdade, estão representando”, explica o ator e diretor da peça, Carlos Eduardo Martins. Além da metalinguagem, o espetáculo é caracterizado pela falta de linearidade. “A Violeta e a Grávida são, na verdade, a mesma pessoa em diferentes tempos”, adianta o diretor. “O texto é denso e escrito em formato de poesia. A primeira parte, mais pesada e dramática, ganha mais leveza e tons de comédia com uma virada que acontece no decorrer da história”, completa ( Karla Beraldo - Jornal da Cidade )

Atenção!!
Estamos captando patrocinadores e produtores culturais para a remontagem desta peça!

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